Posts com a Tag ‘sustentabilidade’

Cartilha ensina como fazer reformas e planejar casa de forma sustentável

8 de abril de 2016 | Publicado em Ligado na Rede

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O Conselho Internacional da Construção (CIB) aponta que o setor de construção é o que mais consome recursos naturais. Para minimizar os impactos ambientais surge então o conceito de construção sustentável, onde se busca técnicas que garantem maior eficiência e responsabilidade do início ao fim da obra.

“Construções e Reformas Particulares Sustentáveis” é uma publicação que faz parte da série Cadernos de Consumo Sustentável e foi lançado pelo Ministério do Meio Ambiente. O objetivo é orientar os consumidores sobre como fazer moradias e reformas sustentáveis.

+ Faça o download aqui.

Com apenas nove páginas, a cartilha mostra um mapa com cada cômodo da casa e aponta quais são as opções para a execução da obra dentro dos conceitos de sustentabilidade. A utilização de materiais de construção deve seguir o que for melhor para a saúde e o meio ambiente. No caso do uso de tintas, por exemplo, é preferível aquelas à base de água, pois evitam bactérias, fungos e algas em regiões úmidas. No uso de madeira, a dica é priorizar as certificadas, que garante que o produto não vem de área desmatada ilegalmente.

Além disso, a publicação frisa a utilização da iluminação e da ventilação naturais, o que diminui o consumo de energia elétrica. Para isso, na hora de construir, o morador precisa levar em conta o clima do lugar e a localização do terreno.

Nas áreas externas, a dica é utilizar reciclados da construção e pavimentação permeável. Segundo a cartilha, prefira o piso externo intertravado, feito de material prensado e que possui vida útil longa e baixo custo de manutenção.

Gestão da Água Rural: Biodigestor

2 de junho de 2015 | Publicado em Ligado na Rede

biodigestor

Neste novo post da série Gestão da Água Rural falaremos sobre o biodigestor, uma tecnologia que preserva o solo e a água da propriedade – e ainda gera energia e biofertilizante! Confira:

A criação de suínos e bovinos de leite produz grande volume de esterco e outros dejetos. Se não receberem o tratamento adequado, ao se decomporem por efeito biológico, contribuem para a poluição ambiental, com emissões de gases nocivos à atmosfera e contaminação do solo e da água. Uma forma de destinar adequadamente a produção diária do esterco está na utilização de biodigestores.

Todo o material orgânico, vegetal e animal, passível de ser decomposto por ação de bactérias é denominado de biomassa. A biodigestão ocorre com a decomposição da biomassa em ambiente controlado e na ausência de oxigênio. A biodigestão reduz o potencial poluidor e os riscos sanitários dos dejetos sem tratamento. Os produtos resultantes são: o biogás, que pode ser utilizado como fonte de energia, e o biofertilizante, utilizado na fertilização do solo.

Mas…O que é um biodigestor?
O biodigestor consiste em uma câmara fechada, onde o esterco e outros restos vegetais são fermentados na ausência
de oxigênio. A função do biodigestor é fornecer as condições propícias para que um grupo especial de bactérias degrade a biomassa e produza biogás e biofertilizante. Existem diversos tipos de biodigestores, mas, em geral, todos são compostos, basicamente, por uma câmara de biodigestão anaeróbia, um balão de armazenamento do biogás e um tanque para depósito do biofertilizante.

Abastecimento do biodigestor
Diariamente, toda a produção de dejetos animal deve ser recolhida. O esterco bovino, por exemplo, necessita de raspagem do piso e da retirada de palhas, pedras, areia e terra antes de ser direcionado para a caixa coletora. Nesta caixa deve ser adicionada água, até formar uma pasta fluida antes de ser descarregada no biodigestor. Os dejetos suínos, por já conter grande quantidade de água, passam pela caixa de separação de materiais sólidos – como
pelos, pedras e areia – e, em seguida, são canalizados diretamente para dentro do biodigestor.

Armazenamento e utilização do biogás e biofertilizante
O biogás é armazenado à pressão hidrostática em um balão pulmão de polipropileno. Após remoção da umidade e do gás sulfídrico, o biogás pode ser comprimido em compressor pneumático, à pressão de 30 libras por polegada quadrada (psi), canalizado, após passar por válvula de expansão, e ser utilizado em queimadores e como combustível para motores adaptados. Já o biofertilizante pode ser armazenado a céu aberto em tanque escavado no solo e revestido com manta de polipropileno.

Requisitos para implantar o sistema de biodigestão
Para auxiliar na análise da viabilidade de implantação do sistema, recomenda-se consultar o serviço de assistência técnica e extensão rural como forma de:

• Levantar a quantidade de animais de que serão recolhidos os dejetos.
• Levantar a produção diária de dejetos animais possível de recolhimento.
• Dimensionar o potencial de produção do biogás.
• Dimensionar reformas necessárias de estábulos e pocilgas para propiciar maior volume do recolhimento dos dejetos animais.
• Calcular a capacidade econômica para amortização de financiamento necessário para obras e equipamentos.
• Verificar existência de assistência técnica local para dimensionamento, planificação, implantação e manutenção do sistema.
• Efetuar orçamento de custos de implantação do sistema de biodigestão e equipamentos necessários.
• Dimensionar existência de vantagem econômica em substituir gás de cozinha, lenha e adubo químico pelo equivalente biogás e biofertilizante.

MAS ATENÇÃO! Para instalar, procure o serviço de assistência técnica e extensão rural do seu município! Eles poderão ajudá-lo a dimensionar e a instalar um biodigestor de acordo com a sua produção.

Na próxima semana, a Rede Jovem Rural ensinará a fazer uma fossa séptica, aguarde!

+ Reveja as tecnologias apresentadas pela série Gestão da Água Rural:
Plantio Direto
Terraceamento
Proteção de nascentes
Preservação de mata ciliar
Destino adequado dos resíduos
Descarte de resíduos tóxicos

+ Imagem: Revista Comarte

Gestão da Água Rural: Descarte de Resíduos Tóxicos

29 de maio de 2015 | Publicado em Ligado na Rede

resíduos tóxicos

Como vimos na semana passada, o destino correto dos resíduos sólidos é fundamental para preservar a água na propriedade rural. Hoje, na série Gestão da Água Rural, vamos ensinar como descartar adequadamente o lixo tóxico.

No meio rural, os resíduos tóxicos está relacionado a embalagens vazias de agrotóxicos que nunca devem ser reutilizadas, sendo necessário seguir a legislação vigente para a correta devolução. A reciclagem ou incineração deve ser feita apenas por empresas especializadas. A forma de dar o destino correto às embalagens vazias inicia-se com a tríplice lavagem. Após o uso do produto, as embalagens metálicas (5%), plásticas rígidas (70%) e de vidro (25%) devem passar por esse processo.

Embalagens metálicas, plásticas rígidas e de vidro

Como fazer a tríplice lavagem:
1. Esvazie completamente a embalagem no tanque pulverizador;
2. Adicione água até ¼ da embalagem;
3. Feche a embalagem e agite por 30 segundos;
4. Despeje o conteúdo novamente no pulverizador.

* Repita essas ações (2, 3 e 4) por mais duas vezes (encher ¼ da embalagem, agitar por 30 segundos e despejar no pulverizador), completando 3 lavagens.

5. Perfure o fundo das embalagens para evitar que sejam reutilizadas.

LEMBRE-SE SEMPRE! A lavagem deve ser realizada durante o preparo da calda. Após lavadas, elas devem ser guardadas com suas tampas dentro das caixas de papelão para depois serem armazenadas.


Embalagens flexíveis contaminadas:

1. Essas embalagens de sacos plásticos aluminizados, multifoliados e de papel contêm uma formulação granulada ou em pó que não podem ser lavadas por serem flexíveis.
2. Adquira o saco plástico padronizado para esse tipo de descarte em locais de venda e comércio especializado em produtos agropecuários.
3. Esvazie completamente a embalagem com produto tóxico quando estiver usando e depois guarde dentro do saco plástico padronizado.

Após o uso, tanto as embalagens rígidas quanto as flexíveis devem ser armazenadas em local seguro, fechado, no qual as crianças não tenham acesso. Deve-se isolar a área com tela e colocar uma placa de advertência com os dizeres: “Cuidado, Veneno” ou “Cuidado, Lixo Tóxico”.

FIQUE ATENTO! As embalagens devem ser devolvidas a empresas ou a cooperativas, que venderam o produto, ou a depósitos de lixo tóxico. Programe-se para levar todas as embalagens de agrotóxico de uma vez, no final da safra, evitando trafegar diversas vezes.

Na próxima semana, a Rede Jovem Rural encerra a série apresentando técnicas para descartar adequadamente os dejetos. Não perca!

+ Reveja as tecnologias apresentadas pela série Gestão da Água Rural:
Plantio Direto
Terraceamento
Proteção de nascentes
Preservação de mata ciliar
Destino adequado dos resíduos

+ Imagem: Eco4U

Gestão da Água Rural: destino adequado dos resíduos

21 de maio de 2015 | Publicado em Ligado na Rede

compostagem
A Série Gestão da Água Rural apresenta hoje algumas maneiras de cuidar da correta destinação dos resíduos sólidos na propriedade. O destino adequado do lixo é importante para evitar a transmissão de doenças como febre tifóide e cólera. O descarte correto também evita a contaminação do lençol freático pelo chorume oriundo da decomposição do lixo orgânico; das águas superficiais, pelo lixo levado pelas chuvas e vento; e do solo, através de componentes tóxicos como agroquímicos.

1) Resíduos sólidos inorgânicos
O lixo inorgânico, ou lixo seco, é composto basicamente por papel, vidro, plástico e metal. Deve ser limpo e separado do restante dos resíduos. Ele pode ser vendido para organizações que trabalham com reciclagem, entregue
na coleta seletiva do município, caso haja, ou ainda reciclado na própria propriedade. Existem cursos que ensinam a aproveitá-los, transformando-os em artesanato, por exemplo.

2) Resíduos sólidos orgânicos
O lixo orgânico, ou lixo úmido, é composto por restos de alimentos como frutas, verduras, grãos, carcaças e folhas. Esta matéria orgânica pode ser aproveitada como adubo em hortas, jardins e pomares. Caso você tenha uma boa quantidade de resíduos orgânicos, faça uma compostagem e utilize-a como fertilizante orgânico nas lavouras. Há diversas formas de fazer uma composteira. Saiba como fazer uma:

1. Faça pilhas com 2m de largura, 1,5m de altura e comprimento variável, de acordo com a disponibilidade de materiais. O formato deve ser quadrado para permitir boa penetração de água;

2. A primeira camada deve ser de gravetos e ter espessura de 15 a 20cm, para depois intercalar restos vegetais e esterco;

3. A montagem da pilha deve ser de 3×1 (três partes de restos vegetais para uma de esterco);

4. Proceda dessa maneira até atingir 1,5m de altura:
a) Gravetos: 15 a 20cm apenas na base
b) Solo: 0,5cm
c) Esterco: 5 a 7cm
d) Restos vegetais: 15 a 20cm

5. A cada camada, molhe bastante, mas sem deixar escorrer água;

6. A última camada deve ser feita com palhas para melhor proteção contra chuva e sol;

7. Pode-se fazer o enriquecimento do composto com calcário e fosfatos naturais usando, no máximo, 2% do peso seco;

8. Com a composteira pronta, faça o manejo da seguinte maneira:
a. Como a decomposição da matéria orgânica ocorre por um processo de fermentação que libera calor, é necessário controlar o aquecimento para que as bactérias responsáveis por isso não morram;
b. O controle da fermentação é feito através da introdução de uma barra de ferro em diversas partes do monte, por 2 a 3 minutos. Se a barra estiver muito quente, a ponto de não conseguir segurar, será necessário fazer o primeiro revolvimento do material. Se ela estiver quente, a fermentação está normal e se ela estiver fria, não está ocorrendo a fermentação. Então, é necessário introduzir cinza para reduzir a acidez e aumentar a fermentação;
c. Além disso, é necessário fazer o revolvimento da pilha: no primeiro mês faz-se a cada 15 dias. Nos dois meses seguintes, faz-se a cada 30 dias. Em 90 dias, o composto estará pronto para uso;
d. Após concluído o processo, o composto diminuirá de volume.

Na próxima semana, a Rede Jovem Rural destacará a importância do destino adequado dos resíduos da propriedade!

+ Reveja as duas tecnologias apresentadas pela série Gestão da Água Rural:
Plantio direto
Terraceamento
Proteção de nascentes
Preservação da mata ciliar

+ Imagem: MFRural.

Gestão da Água Rural: preservação da mata ciliar

13 de maio de 2015 | Publicado em Ligado na Rede

mata ciliar

Prosseguindo com a série Gestão da Água Rural, hoje vamos falar sobre a importância da preservação da mata ciliar, ou seja, do conjunto de árvores, arbustos, capins, cipós e flores encontrados nas margens de rios, córregos, lagos e nascentes.

Sua função, como os cílios dos olhos, é filtrar impurezas, evitando a contaminação por agrotóxicos e o assoreamento por desbarrancamento ou sedimentos vindos das áreas agrícolas próximas. A ausência da mata ciliar pode ocasionar:

1. Escassez de água, pois a chuva escorre sobre a superfície e não penetra no solo;
2. Erosão das margens dos rios, levando a terra e dificultando a entrada de luz solar;
3. Pragas nas lavouras, pois não há vegetação para retê-las.

O empenho de todos os agricultores de uma microbacia em preservar ou restaurar as matas ciliares garantirá vitalidade do solo, dos rios e da diversidade de plantas e animais. Com isso, há aumento da produtividade agrícola com menor custo e garantia de um futuro melhor para a propriedade.

Como restaurar a mata ciliar

Isolamento da área: a área a ser restaurada deve ser isolada de fatores de degradação como, por exemplo, o fogo, a descarga de enxurradas e o acesso de animais. As enxurradas podem ser evitadas com a adoção de práticas de conservação do solo e os animais podem ser isolados com a construção de cercas de arame convencionais ou elétricas. Sem o isolamento da área dos fatores de degradação a restauração fica inviabilizada e todo investimento realizado é perdido.

Estratégia de restauração a ser adotada: avaliar se será necessário o plantio de mudas ou se a vegetação nativa tem condições de se recuperar naturalmente. Havendo dúvida, manter a área isolada e observar a regeneração natural por seis meses, para então definir a necessidade ou não do plantio de mudas.

Aspectos a serem observados na restauração da Mata Ciliar
através do plantio de mudas: definido o plantio de mudas como sendo a alternativa mais correta para a restauração, o agricultor deve verificar as espécies disponíveis nos viveiros da região e buscar o plantio de diferentes espécies nativas. O ideal é que sejam contempladas espécies de crescimento rápido, que possam cobrir o terreno rapidamente, e também aquelas de crescimento mais lento.

O local de plantio deve ser manejado de forma a permitir o pleno desenvolvimento das mudas. Deve-se mantê-las livres de competição através de roçadas e coroamento por até dois anos. As mudas devem ser plantadas no início da primavera para que no inverno, quando se concentram os períodos secos, elas já apresentem um bom desenvolvimento vegetativo. Recomenda-se cultivá-las em solo úmido e considerar sempre a possibilidade de irrigá-las em possíveis veranicos. As formigas cortadeiras devem ser combatidas antes e após o plantio.

Aspectos a serem observados na restauração da mata ciliar
através da condução da regeneração natural: havendo condições boas de regeneração natural, ou seja, de a floresta nativa se recuperar por si própria, podemos tomar algumas medidas que facilitem o processo como o coroamento inicial das árvores que regeneraram naturalmente e a roçada para rebaixamento de gramíneas invasoras. Em alguns casos, onde houver uma baixa variedade de espécies na regeneração natural, é recomendado o enriquecimento com o plantio de mudas de espécies nativas da região garantindo assim uma maior biodiversidade.

Outra forma de facilitar a regeneração natural é a instalação de poleiros secos ou vivos, que servem de ponto de descanso ou abrigo para pássaros silvestres disseminadores de sementes de plantas existentes na região. Os poleiros podem ser construídos através do reaproveitamento de material existente na propriedade, como galhadas de árvores ou varas de bambus. Os poleiros secos podem ser transformados em vivos através do plantio de trepadeiras na sua base, atraindo espécies que não repousam em poleiros secos.

Procure o órgão de extensão rural do seu município. Eles poderão orientar sobre a obtenção das mudas e a escolha das espécies mais adequadas para que o processo de restauração da mata ciliar tenha êxito.

Na próxima semana, a Rede Jovem Rural destacará a importância do destino adequado dos resíduos da propriedade!

+ Reveja as duas tecnologias apresentadas pela série Gestão da Água Rural:
Plantio direto
Terraceamento
Proteção de nascentes

+ Imagem: Prefeitura Municipal de Florianópolis

Gestão da Água Rural: Proteção de nascentes

30 de abril de 2015 | Publicado em Ligado na Rede

proteção de nascentes

A série Gestão da Água Rural apresenta hoje o passo a passo do sistema de proteção de nascentes à base de solo cimento, técnica fundamental para garantir a segurança hídrica da propriedade rural.

O armazenamento da água infiltrada nas partes mais baixas dos terrenos faz com que o lençol freático suba até a superfície, provocando o encharcamento do solo e propiciando o surgimento de pequenas nascentes. Ocorre principalmente nos brejos e matas localizadas nas depressões dos terrenos.

Antigamente, as pessoas achavam que as nascentes poderiam ser abertas e protegidas com caixas ou pequenas barragens. Como consequência, ocorria a ramificação da nascente, transformando o local em um banhado que era enterrado pela deposição de terra. Atualmente, há diversas outras técnicas de proteção.

ITENS NECESSÁRIOS PARA A TECNOLOGIA
– Um metro cúbico de pedra ferro irregular (80 pedras paralelepípedo de meio fio com 0,30m de comprimento x 0,20m de largura x 0,20m espessura);
– ½ metro de pedra brita nº 2;
– Um saco de cimento de 50kg de boa qualidade;
– 3 latas de areia lavada;
– 10kg de cal;

– 4m de canos de PVC soldáveis 50mm;
– Um tampão de PVC soldável de 50mm;
– 2m de cano de PVC soldáveis 25mm;
– 6 sacos de solo peneirado sem areia e matéria orgânica;
– Um litro de água sanitária;
– 0,50m² de tela sombrite para proteção da saída dos canos de sobra de água.

COMO FAZER
1. Faça a limpeza dos arredores e da parte interna da fonte, retirando as folhas, raízes e lama, até encontrar terra firme ou laje.

2. Jogue água no barranco interno para a terra solta. Isso ajudará a massa a grudar no barranco.

3. Prepare a massa de solo-cimento:
a) Peneire a terra, retirando os ciscos;
b) Meça 3 partes do solo;
c) Meça 1 parte de cimento;
d) Misture bem o solo com o cimento;
e) Acrescente água aos poucos e misture até dar liga.

4. Reboque o barranco interno da fonte utilizando a massa solo-cimento, evitando a infiltração.

5. Inicie a construção do muro, colocando uma camada de solo-cimento e assentando as pedras. Logo após a primeira camada de pedras, coloque os canos de saída de água que serão utilizados para canalizar até a casa. Levante mais o muro utilizando a massa solo-cimento e pedras. Na próxima camada de pedras, coloque os canos da sobra de água.

6. Preencha a fonte com pedras lavadas, colocando primeiro as pedras grandes, depois as médias e por último as pequenas.

7. Jogue água sanitária ou hipoclorito de sódio e a cal virgem sobre as pedras.

8. Coloque uma camada de 5 a 10 centímetros de pedra brita em cima das pedras pequenas, cobrindo toda a fonte.

9. Coloque uma camada de massa de 4 a 6 centímetros de solo-cimento, também cobrindo toda a fonte.

10. No final, faça um chapisco com cimento e areia para evitar rachadura do solo-cimento.

11. Plante árvores nativas da região, a uma distância mínima de 2 metros da fonte de água, conforme a legislação. Nunca plante árvores exóticas, como eucalipto, pinus ou grevília.

12. Faça desvio na parte superior da fonte, facilitando, assim, o escoamento da água da chuva.

13. Coloque uma tela fina nos canos de sobra de água da fonte para evitar entrada de insetos e outros animais.

14. Coloque um tampão no cano de tratamento e desinfecção.

15. Construa uma cerca ao redor para evitar que animais cheguem perto e danifiquem a fonte.

16. Faça a desinfecção da fonte a cada quatro meses da seguinte forma:
a) Tampe as saídas de água;
b) Retire o tampão do cano de desinfecção localizado em cima da fonte e coloque um litro de água sanitária;
c) Deixe o reservatório da fonte subir até o último cano;
d) Abra as saídas e deixe a água escorrer pelos canos para limpá-los;
e) Repita esse processo de escoamento de água por três vezes.

Na próxima semana, a Rede Jovem Rural ensinará como preservar a mata ciliar. Aguarde!

+ Reveja as duas tecnologias apresentadas pela série Gestão da Água Rural:
Plantio direto
Terraceamento

+ Imagem: Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca de Santa Catarina

Gestão da Água Rural: Terraceamento

24 de abril de 2015 | Publicado em Ligado na Rede

terraceamento

Dando continuidade à série Gestão da Água Rural, a Rede apresenta hoje o sistema de terraceamento, prática importante para a reduzir a erosão causada pela água da chuva e, ao mesmo tempo, promover a sua infiltração no solo.

As águas que saem das lavouras transportam os insumos aplicados no plantio e durante o desenvolvimento das culturas, como adubos químicos, dejetos de animais e agrotóxicos. A consequência é o comprometimento da qualidade da água, com riscos para a saúde das pessoas e dos animais.

Quando a água da chuva se infiltra no solo, em vez de escorrer pela superfície e causar erosão, é purificada, uma vez que o solo tem o poder de retirar da água os contaminantes vindos dos adubos, dejetos e agrotóxicos. Assim, ao penetrar no solo, a água ficará disponível por mais tempo para as plantas e também irá abastecer, com qualidade e por um período mais longo, as nascentes e rios.

Por outro lado, tem-se observado que as chuvas estão ocorrendo com elevada intensidade, e os períodos de estiagem têm sido mais frequentes e prolongados. Tal quadro reforça a necessidade de ações que consigam reter a água da chuva, de forma que ela permaneça no interior do solo o maior tempo possível, beneficiando, assim, o agricultor e a sua família.

Para reduzir a erosão causada pela água da chuva e, ao mesmo tempo, promover a sua infiltração no solo, duas práticas (aliadas a outras, como cobertura do solo, rotação de culturas etc.) são muito importantes: o terraceamento e o plantio em nível.

O primeiro tem importante função no controle da erosão porque consegue “quebrar” a velocidade das enxurradas, colaborando, assim, para a infiltração da água. Além disso, serve de orientação ao produtor na realização do plantio em nível, uma prática de uso histórico na agricultura. O terraceamento também contribui para reduzir as perdas dos nutrientes das lavouras.

Existem orientações específicas para o cálculo do espaçamento entre os terraços e a sua dimensão, conforme o sistema de produção adotado pelo produtor, tipo de solo, declividade, intensidade e erosividade das chuvas, manejo dos restos culturais etc.

Para ter acesso a estas orientações, procure a assistência técnica do seu município.

Na próxima semana, a Rede Jovem Rural apresentará o passo a passo da tecnologia de proteção de nascentes à base de solo-cimento. Aguarde!

Série Gestão da Água Rural

15 de abril de 2015 | Publicado em Ligado na Rede

gestão da água rural

A crise hídrica, que vem assolando algumas regiões do Brasil, tem colocado em xeque a utilização racional desde recurso, sobretudo, na agricultura. Você sabia que para produzir, por exemplo, um quilo de milho são gastos 900 mil litros de água, segundo a UNESCO? Números como esse mostram a urgente necessidade de adoção de tecnologias e sistemas aptos a evitar o desperdício de água na produção agrícola.

Para difundir boas práticas capazes de auxiliar os agricultores familiares na boa gestão da água, a Rede Jovem Rural lança hoje uma série de técnicas sustentáveis, que podem ser facilmente adotadas na propriedade rural.

As experiências desta série foram extraídas da cartilha Gestão de recursos hídricos em propriedades rurais, lançada em 2012 pelo Instituto Souza Cruz e produzida em parceria com a Área de Meio Ambiente/Recursos Naturais do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater).

O plantio direto é a primeira tecnologia lançada pela Rede Jovem Rural. Confira!

plantio direto

O sistema de plantio direto tem como principais fundamentos a mobilização mínima do solo (apenas na operação de plantio), a rotação de culturas e a proteção da superfície do solo pelas culturas e pelas restevas (restos de folhas e caules que são deixados no campo após a colheita).

É o melhor sistema para a conservação dos recursos naturais, uma vez que promove redução expressiva das perdas de solo, eleva os níveis de matéria orgânica e de umidade.

Requisitos para implantação de um plantio direto:

a) O produtor deve estar consciente e predisposto a aceitar uma nova forma de manejar os recursos naturais, como o solo e a água, em sua propriedade.

b) Para iniciar este sistema, é necessário que o produtor rural tenha implantado em sua lavoura práticas de controle da erosão – como o terraceamento corretamente dimensionado para a condição de plantio direto – e a integração das estradas com a lavoura. Também é importante que ele realize as operações de mecanização, especialmente o plantio em nível.

c) Dispor de assistência técnica especializada.

d) Eliminar a compactação do solo, sistematizar as áreas que apresentem sulcos de erosão, eliminar as plantas daninhas de difícil controle e recuperar as áreas quimicamente degradadas. Considerar que a não correção dos problemas mencionados resultará em demora para que os efeitos benéficos do plantio direto se manifestem.

e) Utilizar máquinas e equipamentos adequados ao sistema de plantio direto, particularmente a semeadora, bem como evitar operações em condições de excessiva umidade.

f) Não queimar os restos culturais, pois a palha representa cobertura e adubo para o solo, além de evitar erosão.

g) Para as culturas destinadas à cobertura do solo, utilizar espécies que promovam boa proteção da área e alta produção de palhada. A época e a forma correta de manejo destas culturas e palhada é fundamental.

h) Evitar o plantio continuado de uma mesma cultura na mesma área.

i) Programar um esquema de rotação de culturas, uma vez que essa prática assume um papel muito importante na viabilização do plantio direto, principalmente em relação ao controle de doenças e plantas daninhas.

J) Produção de palha para a proteção do solo e melhoria do manejo da fertilidade do mesmo.

Na próxima semana, a Rede Jovem Rural ensinará a fazer um sistema de terraceamento, prática importante para a reduzir a erosão causada pela água da chuva e, ao mesmo tempo, promover a sua infiltração no solo. Aguarde!

+ Imagem do plantio direto: Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.

Produtor monta curral com pneus velhos

29 de abril de 2014 | Publicado em Ligado na Rede

+ Via Blog Sítio dos Herdeiros

Desmatamento em tempo real

26 de fevereiro de 2014 | Publicado em Ligado na Rede

O Google lançou uma ferramenta online chamada Global Forest Watch que permite o monitoramento do desmatamento em todo o mundo. Mais de 40 organizações colaboram no site, que acompanha o ganho e perda de cobertura de árvores usando uma combinação de dados de satélite, crowdsourcing e dados abertos para mostrar o estado das florestas do mundo em tempo quase real.