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Tratamento de resíduos no Oeste Catarinense [Conexões Rurais]

15 de março de 2012 | Publicado em Intercâmbio da Juventude Rural Brasileira

Um dos problemas de maior impacto ambiental no Oeste Catarinense é o excesso de esterco proveniente dos inúmeros aviários e chiqueiros que dominam a paisagem. O solo, os lençóis freáticos e os rios tornam-se poluídos e comprometem a sustentabilidade da região.

Pensando em minimizar os impactos da produção e transformar o excesso de dejetos em produto, o jovem Vagner Paludo, de 21 anos, e seu pai, Leonel, decidiram implementar na propriedade, na comunidade de Preferido Alto, em Iporã do Oeste, um sistema inovador de esterco seco.

A ideia de implementar o sistema surgiu em 2008 através do Sindicato de Trabalhadores Rurais local, que organizou uma visita ao município de Concórdia, onde o processamento já era desenvolvido por produtores locais.

O esterco líquido sai dos chiqueiros através de dutos e é depositado em uma cama de serragem. Com uma máquina própria, um sistema de hélices remexe a mistura quatro vezes ao dia durante nove meses. Ao final, o adubo pode ser estocado e comercializado. O saco de 30 kg custa R$ 5 e o de 40 kg R$ 7.

A máquina teve um custo de R$ 16 mil. O galpão, construído em parte com material de demolição,
custou R$ 45 mil. “Conseguimos produzir 300m³ de esterco seco e a ideia é expandir para dar conta de todo o dejeto produzido pelos suínos. Ainda somos os únicos que trabalham com esterco seco na região e o negócio tem se tornado uma ótima fonte de renda extra”, comemora Vagner.

“A iniciativa do Wagner e sua família serve como modelo para a agricultura familiar brasileira e reflete a minha percepção do Oeste Catarinense como uma região onde o povo é rico, trabalhador e empreendedor”.

Maria José da Silva, participou do III Intercâmbio da Juventude Rural Brasileira, representando o PAER.

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Os ganhos de um intercâmbio

7 de dezembro de 2011 | Publicado em Intercâmbio da Juventude Rural Brasileira

Após um ano de participação no III Intercâmbio da Juventude Rural Brasileira, dois jovens baianos que representaram o MOC no evento, Marcos Leone Araújo Dórea e Gerian Carneiro da Silva, falam da experiência em suas vidas, e de como eles estão fazendo uso dos conhecimentos adquiridos.

Marcos Leone

Marcos, de 17 anos, mora na Comunidade de Terra Branca, no município de Quijingue, e participou da oitava etapa, no Espírito Santo, no Mepes.

O intercâmbio foi um despertar na minha vida, me fez enxergar um mundo novo e muito maior do que estava acostumado a ver . Foi uma das experiências mais marcantes que já tive. Lá, vivi tudo muito intensamente, a convivência com as famílias, a cultura capixaba.

As multiculturas (sic) aprendidas com os outros intercambistas me fizeram um jovem mais ativo e comprometido com o social. Hoje, um ano depois, muitas coisas mudaram para melhor na minha vida . Concluí o ensino médio, fui escolhido coordenador municipal do Coletivo de Jovens e, junto com meus companheiros, estou desenvolvendo algumas ações importantes como a Iª semana de juventude de Quijingue.


Igreja histórica de Anchieta (ES) visitada por Marcos na oitava etapa do Intercâmbio

Fizemos parte da comissão organizadora da Conferência Municipal de Juventude e conseguimos um programa na rádio comunitária Quijingue FM com o quadro ‘Juventude em Ação’. Também sou coordenador do grupo Jovens Unidos a Cristo (JUAC ), na minha comunidade.

Fui eleito o delegado mais bem votado da Bahia durante a Conferência Estadual de Juventude e com mais 70 pessoas representarei o estado na Conferência Nacional de Juventude, em Brasília, entre os dias 9 e 12 de dezembro de 2011.

Gerian

Outro jovem que compartilha sua experiência é Gerian Carneiro da Silva, de 25 anos, residente no município de Nordestina. O jovem participou da décima etapa do Intercâmbio, na Paraíba, sendo recebido pelo PAER.

Participar do intercâmbio foi uma experiência única, apesar de ter ido para a mesma região onde moro, o Nordeste, que é muito grande. Por isso, confesso que me surpreendi com o estado da Paraíba.

Apesar de muitas semelhanças como a vegetação, por exemplo, que é basicamente caatinga, existem também muitas diferenças, como o cultivo do sisal, a cultura e os modos de vida da região onde moro, no semiárido baiano.

Nesta experiência, pude perceber o quão rico é o Nordeste, sobretudo seu povo, que em cada gesto, cada olhar, transmite essa força e essa capacidade de superação dos desafios cotidianos.


Gerian acompanhado de Wallace Boone (ES) na décima etapa do Intercâmbio

O intercâmbio proporcionou o acesso a novos conhecimentos necessários à sustentabilidade no meio rural, favoreceu a descoberta e o compartilhamento de ideias pertinentes à convivência no semiárido. A iniciativa deu uma nova esperança àqueles que veem o rural para além de uma região onde a vida é “dura”, mas um ambiente com dignidade para aqueles que buscam, que criam, que inventam e que se organizam em prol de dias melhores.

Voltei com a mente cheia de ideias, que coloco em prática cotidianamente junto ao Coletivo Municipal de Jovens de Nordestina, e junto aos adolescentes do Projovem, onde atuo profissionalmente.

Procuro disseminar o pensamento que é “forte” na Paraíba, onde os jovens são lutadores, sonhadores, realizadores de sonhos e protagonistas de novos tempos.

Gerian é orientador social no Projovem Adolescente em seu município, coordenador do Coletivo Municipal de Jovens de Nordestina e diretor do Coletivo Regional de Juventude.

A Rede Jovem Rural, ao criar um intercâmbio com a juventude das diferentes regiões do país, permite que os participantes ampliem sua visão de mundo e que incorporem valores e conhecimentos para toda a vida. É uma aposta no jovem rural que já traz ganhos imensuráveis. É uma semente que já rende muitos frutos.

+ Por Givaldo Souza (Blog de Juventude do MOC)

Serra do Jatobá

15 de dezembro de 2010 | Publicado em Intercâmbio da Juventude Rural Brasileira

A Serra do Jatobá, localizada no município de Serra Branca (PB), é uma grande pedra que se destaca na paisagem, pois ao contrário dos demais morros da região, a formação é a única rocha aparente encravada no planalto e contrastando com a vegetação da caatinga. Parte integrante da programação da décima etapa do III Intercâmbio, a trilha que os jovens fizeram até o topo da serra (com cerca de 600 metros de altitude) rendeu ótimos vídeos que vocês podem conferir aqui:

Obrigado, PAER!

13 de dezembro de 2010 | Publicado em Intercâmbio da Juventude Rural Brasileira

Gostaríamos de agradecer o empenho da equipe do PAER, que preparou a última etapa do III Intercâmbio com muita dedicação, suor e força de vontade! Obrigado pela calorosa recepção e acolhida. Os 11 intercambistas voltaram com gostinho de “quero mais” e já planejam um retorno ao Cariri Paraibano nas próximas férias.

Palavra de jovem rural – Edson Mallmann

7 de dezembro de 2010 | Publicado em Intercâmbio da Juventude Rural Brasileira

EDSON NEUSIR MALLMANN*
Município: Cunhetaí/SC
Instituição: Arcafar/Sul

“Através do Intercâmbio você aprende mais sobre a cultura, a geografia e os costumes de um outro local. Aqui no sertão, o que mais me chamou a atenção foi a caatinga, com sua vegetação baixa, as pedras e os cactos. Quando cheguei no Sítio Farias [sede do PAER], de noite, achei que as árvores eram imensas plantações de pêssego ao longo da estrada. Ao acordar, no dia seguinte, me deparei com uma mata bem diferente da minha região e vi que não eram pomares e sim árvores do semiárido”.

* Edson estuda na CFR de Saudades (SC) e representa a Arcafar/Sul na décima etapa do III Intercâmbio da Juventude Rural Brasileira, realizada no PAER.

Parari de braços abertos

7 de dezembro de 2010 | Publicado em Intercâmbio da Juventude Rural Brasileira

Ontem, os jovens da décima etapa do III Intercâmbio da Juventude Rural visitaram o município de Parari (PB), na microrregião do Cariri Ocidental. Recepcionados com uma apresentação da orquestra local, os intercambistas fizeram um passeio pela cidade na companhia da prefeita Solange Caluete, que recebeu pessoalmente o grupo e preparou toda a programação.

Além de conhecer a arquitetura do centro histórico e a estrutura do município, os jovens visitaram uma experiência de caprinocultura, participaram de uma apresentção cultural e experimentaram a culinária local em um jantar oferecido pela prefeitura. “Foi a melhor recepção que tivemos. Parari nos recebeu de braços abertos e estamos muito encantados com o tratamento que tivemos”, emociona-se Angelo Moleta, do Cedejor.

Um oásis no Cariri

3 de dezembro de 2010 | Publicado em Intercâmbio da Juventude Rural Brasileira

No dia 30 de novembro, os intercambistas da décima etapa do III Intercâmbio fizeram suas primeiras visitas e conheceram algumas iniciativas que se destacam na região do Cariri Paraibano. Confira:

A propriedade de Francisco Norberto de Brito, de 59 anos, destaca-se na árida paisagem da zona rural do município de Serra Branca, quase como um oásis no meio do deserto. Mamão, fruta-do-conde, graviola, maracujá, coco… são mais de 10 tipos de frutas cultivadas no pomar de um sítio com 145 hectares, onde ainda há espaço para a criação de ovelhas, galinhas, porcos…

A terra do sítio não é mais verde nem mais fértil do que a dos demais agricultores da região. A diferença é que, ao contrário dos seus vizinhos, Francisco enxerga sua propriedade como uma real fonte de renda e sustento para a família. Atualmente, toda produção é comercializada em feiras da região e o próximo passo é investir em tecnologia para melhorar a produtividade.

“Comecei o cultivo há dois anos, pois o gado de leite não estava sendo uma atividade lucrativa. Decidi, então, partir para outra atividade e hoje não me arrependo da mudança”, explica.

Mesmo com a estiagem, que neste ano dura quase 8 meses, a irrigação do pomar está garantida graças ao sistema de cisternas que abastece a propriedade e não deixa a seca afetar o cultivo e o bem estar da família.

O doce sabor do mel de Cordeiros

3 de dezembro de 2010 | Publicado em Intercâmbio da Juventude Rural Brasileira

Criada há apenas três anos, a Associação de Apicultures e Meliponicultores (AAMEP) está mudando a realidade da zona rural de São José dos Cordeiros (PB). Em busca de uma fonte alternativa de renda, um grupo de 20 agricultores decidiu criar uma associação e trabalhar em uma atividade, até então, pouco praticada na região: produção e beneficiamento do mel.

O primeiro passo foi investir na capacitação e treinamento dos associados. Em seguida, a AAMEP teve o projeto de uma sala de extração aprovado pelo MDA e ganhou independência ao beneficiar a própria produção. Hoje, a associação conta com 20 membros, mais de 100 caixas de extração e, entre janeiro e novembro, já produziu uma tonelada de mel.

“Um fator que é fundamental para a sustentabilidade da nossa associação são os canais de comercialização que mantemos. Atualmente, nosso mel é vendido para a prefeitura municipal, em feiras da região e para uma empresa de exportação de mel e derivados”, explica o jovem Matias Lira, de apenas 24 anos, presidente da AAMEP.

Os próximos planos da associação são investir em mais cursos e capacitação, aumentar a produção através do reflorestamento de zonas degradadas e extrair própolis e geléia real para o beneficiamento, além de ampliar a rede de comercialização.

Confira o vídeo que os jovens da décima etapa do III Intercâmbio, realizado no PAER (PB), fizeram durante a visita às experiências da AAMEP:

Palavra de Jovem Rural – Itamar Lopes

1 de dezembro de 2010 | Publicado em Intercâmbio da Juventude Rural Brasileira


ITAMAR ALEXANDRE LOPES*
Município: Querência/MT
Instituição: AEFACOT

“Estou impressionado com tudo o que estou vendo no Intercâmbio. A realidade do Cariri é completamente diferente da minha região. No Mato Grosso, o solo é ainda mais plano e há a predominância da vegetação amazônica e cerrado. Aqui, a água é bastante escassa e os rios perenes são inacreditáveis, nunca tinha visto um leito seco na vida. O povo paraibano tem que lutar mesmo para sobreviver e, ao contrário do que mostra a mídia, o Nordeste não é só miséria!”.

* Itamar estuda na EFAMQUE – representando a AEFACOT – e está participando da décima etapa do III Intercâmbio da Juventude Rural Brasileira, no PAER.

Um pouquinho do Cariri

1 de dezembro de 2010 | Publicado em Intercâmbio da Juventude Rural Brasileira

Foram apenas dois dias de visitas, mas os jovens da décima etapa do III Intercâmbio já tiveram uma boa impressão do que é o Cariri Paraibano. A equipe do PAER, organização receptora da etapa, deu uma verdadeira aula de geografia e conhecimentos gerais, detalhando aspectos da cultura, solo, vegetação e fauna da caatinga. Os jovens já conheceram três propriedades nos municípios de Serra Branca, São José dos Cordeiros e Parari, e a etapa está apenas começando!