Após um ano de participação no III Intercâmbio da Juventude Rural Brasileira, dois jovens baianos que representaram o MOC no evento, Marcos Leone Araújo Dórea e Gerian Carneiro da Silva, falam da experiência em suas vidas, e de como eles estão fazendo uso dos conhecimentos adquiridos.
Marcos Leone
Marcos, de 17 anos, mora na Comunidade de Terra Branca, no município de Quijingue, e participou da oitava etapa, no Espírito Santo, no Mepes.
O intercâmbio foi um despertar na minha vida, me fez enxergar um mundo novo e muito maior do que estava acostumado a ver . Foi uma das experiências mais marcantes que já tive. Lá, vivi tudo muito intensamente, a convivência com as famílias, a cultura capixaba.
As multiculturas (sic) aprendidas com os outros intercambistas me fizeram um jovem mais ativo e comprometido com o social. Hoje, um ano depois, muitas coisas mudaram para melhor na minha vida . Concluí o ensino médio, fui escolhido coordenador municipal do Coletivo de Jovens e, junto com meus companheiros, estou desenvolvendo algumas ações importantes como a Iª semana de juventude de Quijingue.

Igreja histórica de Anchieta (ES) visitada por Marcos na oitava etapa do Intercâmbio
Fizemos parte da comissão organizadora da Conferência Municipal de Juventude e conseguimos um programa na rádio comunitária Quijingue FM com o quadro ‘Juventude em Ação’. Também sou coordenador do grupo Jovens Unidos a Cristo (JUAC ), na minha comunidade.
Fui eleito o delegado mais bem votado da Bahia durante a Conferência Estadual de Juventude e com mais 70 pessoas representarei o estado na Conferência Nacional de Juventude, em Brasília, entre os dias 9 e 12 de dezembro de 2011.
Gerian
Outro jovem que compartilha sua experiência é Gerian Carneiro da Silva, de 25 anos, residente no município de Nordestina. O jovem participou da décima etapa do Intercâmbio, na Paraíba, sendo recebido pelo PAER.
Participar do intercâmbio foi uma experiência única, apesar de ter ido para a mesma região onde moro, o Nordeste, que é muito grande. Por isso, confesso que me surpreendi com o estado da Paraíba.
Apesar de muitas semelhanças como a vegetação, por exemplo, que é basicamente caatinga, existem também muitas diferenças, como o cultivo do sisal, a cultura e os modos de vida da região onde moro, no semiárido baiano.
Nesta experiência, pude perceber o quão rico é o Nordeste, sobretudo seu povo, que em cada gesto, cada olhar, transmite essa força e essa capacidade de superação dos desafios cotidianos.

Gerian acompanhado de Wallace Boone (ES) na décima etapa do Intercâmbio
O intercâmbio proporcionou o acesso a novos conhecimentos necessários à sustentabilidade no meio rural, favoreceu a descoberta e o compartilhamento de ideias pertinentes à convivência no semiárido. A iniciativa deu uma nova esperança àqueles que veem o rural para além de uma região onde a vida é “dura”, mas um ambiente com dignidade para aqueles que buscam, que criam, que inventam e que se organizam em prol de dias melhores.
Voltei com a mente cheia de ideias, que coloco em prática cotidianamente junto ao Coletivo Municipal de Jovens de Nordestina, e junto aos adolescentes do Projovem, onde atuo profissionalmente.
Procuro disseminar o pensamento que é “forte” na Paraíba, onde os jovens são lutadores, sonhadores, realizadores de sonhos e protagonistas de novos tempos.
Gerian é orientador social no Projovem Adolescente em seu município, coordenador do Coletivo Municipal de Jovens de Nordestina e diretor do Coletivo Regional de Juventude.
A Rede Jovem Rural, ao criar um intercâmbio com a juventude das diferentes regiões do país, permite que os participantes ampliem sua visão de mundo e que incorporem valores e conhecimentos para toda a vida. É uma aposta no jovem rural que já traz ganhos imensuráveis. É uma semente que já rende muitos frutos.








































