
Com 22 anos, Necildo Silva dos Santos vive com os pais e dois irmãos no Baixo Sul da Bahia, região que, apesar de ser uma das mais pobres do estado, é a maior na produção de cacau do país. Até 2008, a propriedade da família, com 20 hectares, era apenas mais uma no município de Presidente Tancredo Neves, prevalecendo a monocultura.
Nesse mesmo ano, o jovem ingressou na Casa Familiar Rural do município, que recebe apoio da Fundação Odebrecht. Com os novos aprendizados, ele percebeu as potencialidades de sua terra e comandou o processo de diversificação da propriedade.
Com foco na fruticultura, Necildo conseguiu um financiamento e viabilizou a plantação de 240 pés de banana. Em seguida, com recursos próprios e novos créditos, ele introduziu o maracujá e pés de seringueira. Hoje, a família é referência para as unidades produtivas vizinhas.
“Procuramos estimular a participação do jovem como sujeito ativo, agente multiplicador e promotor de ações sociais”.
Maurício Medeiros, atual presidente executivo da Fundação Odebrecht.
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Antonio Nascimento Santos e Antonio Nascimento Santos Filho não têm em comum apenas o nome. Pai e filho dividem também o amor pelo trabalho na terra. “Agricultura é a minha vida. É o meu negócio”, garante o jovem de 19 anos. Moradores do assentamento Margarida Alves, localizado no município de Ituberá (BA), estes produtores rurais estão reescrevendo a história da família.
Foi em 2009 que tudo começou a mudar. Antonio Filho ingressou na Casa Familiar Rural de Igrapiúna (CFR-I) e agora está concluindo a formação de três anos. Durante esse período, teve acesso a temas como administração rural, solos, culturas perenes e beneficiamento de produtos de origens animal e vegetal, além de noções sobre cooperativismo, educação ambiental e protagonismo juvenil. “A passagem pela CFR-I trouxe uma nova perspectiva de vida e alterou o meu olhar em relação à agricultura e às oportunidades do campo”, destaca o jovem.
Já seu pai, nesse mesmo ano, associou-se à Cooperativa dos Produtores de Palmito do Baixo Sul da Bahia (Coopalm) e desde então desenvolve o plantio de palmito de pupunha. “Plantamos, colhemos e a cooperativa comercializa. Temos o retorno do nosso trabalho, nos sentimos donos e mais fortes, pois não estamos sozinhos. A união faz a diferença”, assegura o agricultor. Assim como a CFR-I, a Coopalm é uma instituição ligada ao Programa de Desenvolvimento Integrado e Sustentável do Mosaico de APAs do Baixo Sul da Bahia (PDIS), apoiado pela Fundação Odebrecht.
Pai e filho começaram então a trabalhar juntos no cultivo de pupunha. Aos poucos, o jovem introduziu as novas técnicas de plantio aprendidas, contribuindo para ampliar a produtividade da família. “Meu pai nos criou com o que aprendeu com meu avô. Agora estou tendo a oportunidade de lhe ensinar muitas coisas. Somos grandes parceiros”, conta o mais novo dos três filhos de Santos, que não é o único produtor da família. Seu irmão mais velho sempre trabalhou no campo e hoje é dono de uma propriedade.
Antonio Filho segue o mesmo caminho do irmão. Com apoio da Coopalm, implantou um hectare e meio de pupunha e agora também cuida do próprio cultivo. O novo empresário rural se associará à cooperativa no fim de 2011, quando entregará sua primeira colheita. “Agora quero ampliar minha propriedade, buscando sempre aplicar os conhecimentos que venho adquirindo na CFR-I”, reforça. Seu pai aposta nesse caminho: “Fico muito feliz em ter meus filhos trabalhando na terra. É do campo que a gente consegue tudo”.
+ Via Fundação Odebrecht
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Caminhar por uma trilha que segue à beira rio, descobrindo as belezas da Mata Atlântica, acompanhado pelas plantações de dendê e piaçava características do Baixo Sul da Bahia. Conhecer a cultura local, por meio de visitas a monumentos e comunidades. Provar da culinária típica e acordar na floresta, ao som dos pássaros. Todas essas experiências são vivenciadas em três dias, ao percorrer o roteiro turístico Ecoétnico na Costa do Dendê – criado pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável do Baixo Sul da Bahia (Ides) em parceria com a Agência Ativa Rafting e Aventuras.
O ponto de encontro dos visitantes é na sede da agência, em Nilo Peçanha (BA), onde tem início o passeio que inclui passagens pela Praia do Pratigi, Rio das Almas, comunidade quilombola de Jatimane, sede do Grupo folclórico Zambiapunga, entre outros. Este roteiro foi o único na Bahia selecionado pelo Projeto Talentos do Brasil Rural, que está incentivando a inserção de produtos e serviços da agricultura familiar no mercado turístico.
Sobre o Projeto
O Talentos do Brasil Rural investirá mais de R$ 3 milhões em 24 roteiros turístico do Brasil. A ideia é promover e estimular a troca de conhecimentos, valorizando a identidade cultural, promovendo a geração de trabalho e renda e agregando valor à produção de grupos de artesãos rurais. O projeto é fruto de uma parceria entre os Ministérios do Desenvolvimento Agrário, do Turismo, do Meio Ambiente, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e Agência de Cooperação Alemã (GTZ).
De acordo com Sáskia Lima, Coordenadora-geral de Segmentação do Ministério do Turismo, além de inserir cosméticos, artigos decorativos, utilitários, alimentos e bebidas da agricultura familiar em hotéis, restaurantes, bares e lojas, o projeto também pretende preparar a propriedade rural para o recebimento de turistas.
+ Para Mais informações sobre o Roteiro Ecoétnico acesse o site da Ativa Rafting e Aventuras.
Via Fundação Odebrecht
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Saiba um pouco mais sobre as instituições que estão participando do III Intercâmbio da Juventude Rural Brasileira.
O Baixo Sul da Bahia é uma região localizada a cerca de 270km de Salvador, compreendida por onze municípios, caracterizada pela diversidade ambiental e riqueza de patrimônios históricos. Em contraste, apresenta-se como uma das regiões mais pobres do estado, com baixo desenvolvimento econômico e social.

No entanto, uma iniciativa de diferentes setores da sociedade civil vem tentando modificar esse quadro, e em 2003 instituiu na região o Programa de Desenvolvimento Integrado e Sustentável do Baixo Sul da Bahia (DIS Baixo Sul). Com o objetivo de realizar ações que promovem o desenvolvimento humano, social, produtivo e ambiental, o programa tem como base um sistema de governança, o qual permite a atuação integrada de instituições públicas, privadas e organizações da sociedade civil.
Coordenado pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável do Baixo Sul da Bahia (IDES), o programa conta também com a parceria da Fundação Odebrecht, Associação de Municípios do Baixo Sul (AMUBS), Governo do Estado da Bahia e Governo Federal. O DIS Baixo Sul está, atualmente, presente em 8 municípios com projetos de educação para jovens rurais, criação de cooperativas, promoção da cidadania e conservação ambiental.

Carlos Benedito Guimarães, mais conhecido como “Café”, sabe bem o impacto que o programa causou na região. Café participou como beneficiário de um dos primeiros projetos do DIS e hoje é diretor-executivo de uma Casa Familiar do Mar. “As mudanças mais perceptíveis estão no aspecto produtivo e na melhora de renda das famílias envolvidas”. Entre os impactos obtidos, o DIS Baixo Sul conseguiu, em quase dez anos, reduzir o quadro de êxodo rural, evasão escolar, pesca extrativista e desmatamento da mata nativa, além da elevação da produtividade média do plantio da mandioca em cerca de 300%.
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