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Sistema Agroflorestal no Acre [Conexões Rurais]

O estado do Acre é recoberto por 88% de floresta amazônica, da qual uma vasta área ainda apresenta espécies primárias. Porém, boa parte está sendo devastada principalmente pela expansão irregular da pecuária e pelas queimadas agrícolas.

Um caminho para manter a floresta em pé, e ainda recuperar áreas degradadas, é o Sistema Agroflorestal (SAF), uma técnica que consorcia culturas de longa duração, como espécies madeireiras nativas, com culturas de curta duração, como espécies frutíferas, leguminosas e até mesmo tubérculos. É importante que não haja competição entre as culturas.

Apesar de poucos produtores utilizarem o SAF no estado, a Escola da Floresta vem preparando técnicos conscientes sobre esse sistema ao oferecer o curso Técnico Agroflorestal, com a carga horária de 1.500 horas. A formação inclui atividades teóricas e práticas, onde o educando aprende a teoria em sala de aula, e depois a coloca em prática com o acompanhamento de mediadores.

A interferência humana aliada à utilização de práticas devastadoras, máquinas e agrotóxicos chegaram a tal ponto que o homem não consegue mais conter o desequilíbrio biológico provocado por ele mesmo. “Com isso, a interação natural deixa de existir, não acontece mais a ciclagem de nutrientes, o ciclo da água é rompido, gerando um desequilíbrio ambiental, regiões secas, inundações, aquecimento global e outros problemas climáticos”, destaca Francisco de Assis Silva, técnico agroflorestal da Escola da Floresta.

Neste cenário, o agricultor consciente que implanta o SAF, além de ajudar a evitar tais problemas ambientais, recupera as espécies nativas e consegue produzir preservando a floresta de pé.

Outra grande vantagem apontada por Assis é que o produtor aproveita da área o oxigênio que é produzido pelas leguminosas, e o adubo orgânico que se decompõe ao longo dos anos. Dessa forma, ele não precisa comprar adubos específicos, pois a própria natureza produz o que necessita.

O SAF pode ser implantado em qualquer lugar e bioma, mas mudando as espécies de acordo com a região. Também não há restrição de espaço. Uma das principais dificuldades apontadaa é com relação às sementes, uma vez que a coleta das mesmas, muitas vezes, é insuficiente. Por isso, tornam-se caras e difíceis de serem encontradas “A solução, portanto, é que o próprio agricultor aprenda a coletar e a fazer seu banco de sementes”, recomenda Assis.

“Estamos criando condições para que famílias que antes dependiam exclusivamente dos técnicos do governo, possam melhorar a produtividade, acessar novas tecnologias e desenvolver métodos sustentáveis de produção, saindo do tradicional sistema de ‘corte e queima'”.

Tião Viana, governador do estado do Acre

+ Quer saber mais sobre esta boa prática? Faça o download da revista Conexões Rurais!

Palavra de Jovem Rural – Elimar da Silva

17 de novembro de 2010 | Publicado em Intercâmbio da Juventude Rural Brasileira

ELIMAR DA SILVA*
Instituição: Escola da Floresta – Acre

“A minha expectativa era saber como a Escola Família Agrícola de Castelo (ES) funciona: a organização, a adaptação dos alunos, a forma de ensino e a cultura de cada um. Tivemos também a oportunidade de saber como é o cultivo do café, dentre outras tantas visitas. Estas serão experiências que irei levar para o resto da minha vida! Foi emocionante a forma como as famílias nos receberam em suas casas.”

* Elimar da Silva é jovem da Escola da Floresta e está participando do III Intercâmbio da Juventude Rural Brasileira, no Mepes.

Duas visões da Floresta Amazônica

17 de outubro de 2010 | Publicado em Intercâmbio da Juventude Rural Brasileira

Conhecendo a floresta

Uma experiência única! Assim descreveram os intercambistas sobre o passeio pela Floresta Amazônica realizado em Xapuri (AC). Guiados por Nilson Mendes, os jovens conheceram espécies nativas da região, como a Castanheira, a Seringueira, a Copaíba e muitas outras.

Nílson Mendes apresenta a seringueira ao grupo

A Samaúma, outra árvore nativa da floresta, acolheu todos os visitantes, como registrou o catarinense Vitor Schlickmann, do Cedejor.

Se os intercambistas conheceram a floresta de baixo, também puderam observar a floresta de cima através do rapel, realizado na área verde da Escola da Floresta.

Olhares atentos para as orientações do instrutor Antonio José Araújo, da Escola da Floresta

Orientados pelos mediadores da escola, Antonio José Araújo e Antônio Divino de Souza, os jovens escalaram o Caripé Vermelho, árvore nativa com aproximadamente 12 metros. Para a capixaba Luciana Lírio, do Mepes, a experiência foi tão emocionante que ela até repetiu a dose!

Luciana no alto das árvores

Na Escola, os educandos utilizam a prática para coletar sementes.

Intercambistas na terra de Chico Mendes

17 de outubro de 2010 | Publicado em Intercâmbio da Juventude Rural Brasileira

Intercambistas em Xapuri, na árvore em que Chico Mendes realizava reuniões com os seringueiros

O intercâmbio no Acre proporcionou aos intercambistas conhecer de perto um importante capítulo da história de nosso país. No dia 12 de outubro, o grupo seguiu para Xapuri, mais especificamente para o Seringal Cachoeira, palco das lutas comandadas pelo líder ambientalista Chico Mendes, que organizou um exército de paz composto por seringueiros que defendiam a floresta  contra os grandes fazendeiros que queriam derrubá-la para implantar a pecuária.

A história foi contada pelo produtor e líder comunitário Nilson Mendes, primo de Chico, numa conversa informal embaixo da árvore onde o líder realizava suas reuniões.

Grupo conversa com Nílson Mendes

Hoje, o Seringal Cachoeira é uma reserva extrativista concedida pelo governo, com forte potencial turístico, e rico na extração da castanha, madeira e borracha. “Felizmente, estamos num pedaço de terra que nos dá tudo”, destaca o primo de Chico Mendes.

Em seguida, o grupo foi conhecer a Pousada Ecológica, cuja construção foi financiada pelo governo e hoje é comandada pela própria comunidade do Seringal Cachoeira. Pessoas do mundo inteiro que vêm conhecer de perto a terra de Chico Mendes se hospedam no local.

Estamos no Acre!

14 de outubro de 2010 | Publicado em Intercâmbio da Juventude Rural Brasileira

A galerinha aí de cima fez uma longa jornada até chegar à Escola da Floresta, em Rio Branco (AC). A mistura é grande, e os sotaques chamaram a atenção desde o início do intercâmbio, que começou no último domingo, dia 10. Tem capixaba, catarinense, paraibano, baiano, amazonense, goiano… Ufa! Desce a barra aí do lado e veja o que vivenciamos!

Apresentação da performance "Os lamentos da Mãe da Mata"

Na noite de domingo, o intercâmbio teve início com a apresentação da performance “Os lamentos da Mãe da Mata”, do grupo de teatro de rua Vivarte. A Mãe da Mata, segundo a lenda amazônica, assusta os caçadores que desmatam a floresta.

No dia seguinte, partimos para visitar as instalações da Escola da Floresta,  que ocupa uma área de 400 hectares, sendo 190 de floresta primária. Criado para formar agricultores capazes de valorizar e manter de pé a Floresta Amazônica, o Centro de Educação Profissional Escola da Floresta Roberval Cardoso  promove a integração dos jovens com suas próprias comunidades, para as quais se tornam vetores de desenvolvimento.

Leia a reportagem publicada na Revista Marco Social sobre a atuação da Escola.

Fique ligado nas próximas notícias!

Palavra de Jovem Rural – Marta Braga

10 de setembro de 2010 | Publicado em Intercâmbio da Juventude Rural Brasileira

MARTA BRAGA*
Município: Feijó/AC
Instituição: Escola da Floresta

Espero adquirir mais conhecimento, apesar da realidade da Bahia ser bem diferente da minha. O III Intercâmbio está sendo uma experiência inesquecível! Espero levar muito na minha bagagem e deixar também um pouco do Acre por onde eu passar. Estes conhecimentos e aprendizagens  serão para sempre.

* Marta é representante da Escola da Floresta e está participando da sexta etapa do III Intercâmbio da Juventude Rural, no MOC.

Annúbia visita Seara

18 de agosto de 2010 | Publicado em Intercâmbio da Juventude Rural Brasileira

Confira o bem-humorado vídeo feito por Jéssica Pereira, com a amiga Annúbia Ormonde (ambas da Escola da Floresta-AC), em Seara (SC), durante a quarta etapa do III Intercâmbio!

Palavra de Jovem Rural – Francisca de Souza Lima

10 de agosto de 2010 | Publicado em Intercâmbio da Juventude Rural Brasileira

FRANCISCA DE SOUZA LIMA*
Município: Rio Branco/AC
Instituição: Escola da Floresta

“Fiquei muito ansiosa até a chegada do Intercâmbio! Eu quero aprender novas técnicas de plantio e adquirir conhecimentos sobre a área produtiva e suas formas de adubação em relação a terra degradada. Também quero saber como os agricultores de Goiás cuidam do plantio deles”.

* Francisca, representante da Escola da Floresta, está participando da terceira etapa do III Intercâmbio da Juventude Rural Brasileira, na AEFACOT (GO).

Palavra de Jovem Rural – Santileude da Silva

7 de agosto de 2010 | Publicado em Intercâmbio da Juventude Rural Brasileira

SANTILEUDE SOUZA DA SILVA*
Município: Bujari/AC
Instituição: Escola da Floresta

“No Intercâmbio, a minha expectativa é ter o conhecimento de como os produtores familiares trabalham no Centro-Oeste, para compararmos as diferenças e obter novos aprendizados. Dessa forma, poderei repassar o que estou aprendendo para outras pessoas da minha região”.

* Santileude, representante da Escola da Floresta, está participando da terceira etapa do III Intercâmbio da Juventude Rural Brasileira, na AEFACOT (GO).