Uma parceria entre o Cedejor e a Embrapa traz os primeiros quintais orgânicos de frutas para o território do Vale do Rio Pardo (RS). Os primeiros insumos dos dois quintais já chegaram e, em agosto, serão plantadas as mudas das frutíferas.
O projeto privilegia técnica e os princípios da produção orgânica, buscando contribuir para a segurança alimentar e ambiental de comunidades carentes em áreas rurais e urbanas. O projeto aborda questões culturais (resgate da tradição de ter-se um pomar caseiro no quintal), étnicas (envolve a diversidade do povo brasileiro), ambientais (auxilia na preservação de espécies frutíferas nativas e animais silvestres), alimentares (fornecimento de frutas e seus subprodutos para os beneficiários durante os 12 meses do ano), econômicas (frutas excedentes são transformadas em sucos concentrados, geléias, doces ou vendidas in natura, possibilitando a geração de renda) e medicinais (frutas, suas partes ou das plantas podem ser utilizadas na prevenção ou combate a algumas enfermidades).

A escolha dos jovens foi de acordo com os projetos desenvolvidos e suas famílias. Ivan Clério Rodrigues da Silva, da turma 7 do Cedejor, foi um dos selecionados. A família já produz pêssegos em sistema orgânico, e pretende ampliar o pomar. Outro pomar também será implantado na propriedade do jovem egresso Alison Boeck, que produz hortaliças em sistemas orgânicos.
Cada quintal é constituído de cinco mudas de, pelo menos, 12 espécies de frutas, escolhidas em função de suas características nutricionais e medicinais e por se adaptarem bem aos solos e ao clima da região de Clima Temperado.
São utilizadas as seguintes espécies: pêssego, figo, laranja, amora-preta, cereja do Rio Grande, araçá, goiaba, caqui, pitanga, romã, tangerina e limão. Outras espécies de frutas nativas também passam a integrar o projeto, entre as quais guabijú, araticum, uvaia, jabuticaba e guabiroba. A proposta do Cedejor é ampliar esta parceria com a Embrapa para o próximo ano, contemplando outras famílias com os quintais orgânicos.
+ Contribuição do educador Rodrigo Sasso Rodrigues, do Cedejor.
Fontes: Cedejor e Embrapa Clima Temperado.