Fomentar estratégias de diversificação produtiva e comercial entre jovens que vivem no meio rural é o principal objetivo do programa Novos Rurais, que será lançado pelo Instituto Souza Cruz em maio.
Aplicado em parceria com entidades de educação formal e contextualizada ao rural, como Casas Familiares Rurais, Escolas Famílias Agrícolas, entre outras, o programa oferece novas habilidades e competências aos egressos dessas instituições de ensino, transformando-os em agentes capazes de agregar valor aos produtos e serviços da agricultura familiar.
Após o processo seletivo, os aprovados são remunerados com uma bolsa de extensão durante todo o programa, e recebem também um netbook como ferramenta de gestão de projetos rurais sustentáveis.
Aptos para articular diferentes atores e identificar oportunidades de desenvolvimento, os agentes passam a exercer liderança com visão de futuro, permanecendo no campo e produzindo sua prosperidade. O programa é gerido pelo Instituto Souza Cruz, responsável pela formatação da metodologia, elaboração dos materiais de formação, sistematização de informações e estabelecimento de indicadores de avaliação.
Parcerias
O programa Novos Rurais é implantado nos três estados do Sul em parceria com a Arcafar/Sul. No Rio de Janeiro, a formação é aplicada no Ibelga, em parceria com o Programa Rio Rural, da Secretaria de Estado de Agricultura e Pecuária. Este ano, serão beneficiados, indiretamente, cerca de 450 jovens rurais.
“Através do Intercâmbio você aprende mais sobre a cultura, a geografia e os costumes de um outro local. Aqui no sertão, o que mais me chamou a atenção foi a caatinga, com sua vegetação baixa, as pedras e os cactos. Quando cheguei no Sítio Farias [sede do PAER], de noite, achei que as árvores eram imensas plantações de pêssego ao longo da estrada. Ao acordar, no dia seguinte, me deparei com uma mata bem diferente da minha região e vi que não eram pomares e sim árvores do semiárido”.
* Edson estuda na CFR de Saudades (SC) e representa a Arcafar/Sul na décima etapa do III Intercâmbio da Juventude Rural Brasileira, realizada no PAER.
Aumenta o volume – que ficou um pouco baixo por causa do vento – e confira o vídeo que o João Vitor Marotto, do Mepes, fez durante uma visita na represa de Itá (SC). Confira:
Confira o bem-humorado vídeo feito por Jéssica Pereira, com a amiga Annúbia Ormonde (ambas da Escola da Floresta-AC), em Seara (SC), durante a quarta etapa do III Intercâmbio!
1. Qual é a importância do Intercâmbio da Juventude Rural Brasileira para a Arcafar-Sul?
O ânimo das pessoas envolvidas com a ação se renova e renovam a instituição. Através dos jovens intercambistas, a gente conhece um pouco mais sobre o Brasil e essa troca, além de fundamental para eles, também contribui para o crescimento da Arcafar-Sul.
2. Para o senhor, o Intercâmbio serve também como uma troca de experiências entre as institutições envolvidas?
As ações da Rede Jovem Rural, como um todo, são importantes canais que temos para trabalhar em conjunto. Se ficarmos isolados, não sobreviveremos e o trabalho em rede fortalece e ajuda as instituições a divulgarem seus projetos.
3. Internamente, a Arcafar-Sul desenvolve alguma ação semelhante?
Nós promovemos intercâmbios entre as Casas Familiares Rurais, não só na região Sul, mas também em outras regiões e países. Não podemos nos isolar na região Sul, por isso buscamos sempre manter diálogo com as outras Associações.
* José Luis Schwab é secretário-executivo administrativo da Arcafar-Sul.
E o Intercâmbio não pode parar! Hoje, os jovens João Vitor Marotto (Mepes) e Maria José Lima (PAER), visitaram a propriedade da família Paludo, na comunidade de Preferido Alto, em Iporã do Oeste (SC). A unidade é destaque na região, pois trabalha com um método inovador de aproveitamento do esterco líquido, proveniente da criação de suínos.
A região enfrenta sérios problemas ambientais, diretamente ligados ao excesso de dejetos produzidos nas granjas e chiqueiros. Pensando em melhorar a qualidade de vida e obter uma fonte alternativa de renda, o jovem Vagner Paludo e seus familiares instalaram na propriedade um sistema de esterco seco.
Esta tecnologia permite que todo o material produzido nos chiqueiros seja transformado em adudo seco, muito mais rico em nutrientes e de fácil escoamento e comercialização. “Tive acesso a este sistema através de uma visita técnica no município de Concórdia. Estamos desenvolvendo o mesmo modelo na minha unidade há dois anos e os resultados estão sendo colhidos agora, através das vendas e da aprovação dos consumidores”.
“A família é muito dedicada ao sistema e eles são pioneiros na região. Houve muito investimento, sem depender de parcerias, e eles, por conta própria, estão tendo muito sucesso com a iniciativa”, destaca João Vitor.
“Achei tudo muito interessante a solução que eles buscaram para solucionar um problema que atinge toda a região. É uma experiência que está dando certo e merece ser replicada para outros territórios”, finaliza Maria José.
Começou hoje a quarta etapa do III Intercâmbio da Juventude Rural Brasileira, na Arcafar-Sul! Depois de uma longa jornada – teve jovem que encarou quase 17 horas de voo! -, os 12 participantes já estão acomodados na Casa Familiar Rural de Seara, passando por um momento de troca de experiências.
“Já nos primeiros momentos das apresentações, vi que estes jovens têm muitas semelhanças com a minha realidade, apesar das diferenças geográficas e culturais”, explida João Vitor Marotto, do Mepes.
Ainda nesta segunda-feira, os jovens participarão de um jantar de boas-vindas, com bastante churrasco e chimarrão para espantar as baixas temperaturas! Na terça-feira, o grupo será dividido e os jovens seguirão para outras Casas Familiares da Região.
O Paraná foi o destino final da Vivência Profissional. Depois de duas etapas no nordeste, o projeto-piloto organizado pela Rede Jovem Rural voltou para a região sul, para a sua última fase, em uma das unidades da Arcafar-Sul, em Coronel Vivida. Confira algumas fotos: