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Mel no Baixo Amazonas [Conexões Rurais]

28 de março de 2012 | Publicado em Intercâmbio da Juventude Rural Brasileira

A boa prática registrada foi a produção de mel, cultura que vem se destacando na região do Baixo Amazonas desde o início dos trabalhos da Arcafar-AM se iniciaram no município de Boa Vista do Ramos, município de maior destaque na meliponicultura na região, onde a produção alcança a soma de R$ 72 mil anuais, com a produção – os dados se referem à safra de 2004 – de 5 toneladas, por 170 pequenos agricultores.

A partir do novos conhecimentos trazidos pela Pedagogia da Alternância e o apoio técnico do Instituto Iraquara, as famílias apostaram na meliponicultura como uma alternativa à produção do cacau, que sofria com a praga vassoura de bruxa. Para ocupar o espaço na propriedade, foram inicialmente colocados meliponários na intenção de produzir para o consumo doméstico. Em pouco tempo, os produtores fundaram a Associação dos Criadores de Abelhas Indígenas da Amazônia (ACAIA) e a Cooperativa do Mel (COOPMEL), possibilitando a comercialização para outras cidades no estado do Amazonas.

Em 2003, na unidade familiar de um dos alunos da primeira turma da Casa Familiar, foram investidos R$9 mil com recursos próprios. Logo a seguir, um novo apoio veio através do Projeto Mel da Amazônia, da Petrobras, através da assistência técnica e logística na distribuição da produção nos barcos voadeiras. Só na unidade familiar em questão foram implementadas 600 colmeias, cada uma produzindo cerca de 4 kg (e custo de R$250), alcançando a produção de 1,5 toneladas por ano.

O próximo desafio a ser vencido é obter a certificação do Serviço de Inspeção Federal (SIF), responsável pela verificação dos requisitos mínimos para o consumo de produtos de origem animal (alimentícios ou não) no país. Dado esse passo, que está em processo, estima-se um maior aumento do valor agregado do produto, potencializado pela maior possibilidade de comercialização local e, quem sabe, até de exportação.

“A Amazônia precisa de um modelo de capacitação específico para estas comunidades, abordando temas como composição do solo, sementes, manejo de recursos hídricos e tudo o que envolve este conceito produtivo que precisa ser contextualizado localmente”.

Carlos miller é representante da Fundação AVINA na Amazônia

+ Quer saber mais sobre esta boa prática? Faça o download da revista Conexões Rurais!

Amazonas superando expectativas!

7 de outubro de 2010 | Publicado em Intercâmbio da Juventude Rural Brasileira

“O intercâmbio foi muito marcante na minha vida! É uma troca de experiências tão grande que não sei passarei por isso novamente. As culturas, o modo de sobrevivência dos povos da Amazônia… tudo é bem diferente da minha realidade”.
Alex Romanzini – Arcafar-Sul (SC)

“O intercâmbio me deu a oportunidade de conhecer as culturas, agriculturas e costumes de outro estado. Estou saindo dessa vivência com a bagagem cheia de conhecimentos novos para levar para o meu estado e minha comunidade”.
Ramalho Kaxinawá – Escola da Floresta (AC)

“Tivemos o privilégio de conhecer pessoas diferentes e culturas diferentes. Aprendi muita coisa que não sabia e nem conhecia! Tive prazer ao passar também um pouco da minha cultura para essas pessoas. A beleza da Amazônia encantou a todos, jovens rurais do Brasil!”.
Janicléia de Oliveira – MOC (BA)

“Foi um momento único! Nunca imaginei que um dia estaria participando de um intercâmbio de jovens rurais, representando a instituição a qual faço parte. Estar com jovens de vários estados em lugares maravilhosos que todos nós sonhamos é, de fato, realizar um sonho”.
Antônio Nascimento – DIS Baixo Sul (BA)

+ Veja também o texto Sustentabilidade na Amazônia

Seca na Amazônia

24 de setembro de 2010 | Publicado em Intercâmbio da Juventude Rural Brasileira

Apesar da forte seca que atinge toda região Norte, o roteiro do III Intercâmbio da Juventude Rural Brasileira segue firme, sem maiores dificuldades ou alterações. Os jovens já estão bem integrados e empolgados com a experiência na floresta.

O nível da água está baixo, interferindo no cotidiano da população ribeirinha da região onde está sendo realizada a etapa. Os grandes rios, como o Amazonas, Negro e Paraná do Ramos estão com boas condições para navegação, mas cursos menores e os igarapés estão com acesso limitado, dificultando o deslocamento e obtenção de alimentos, remédios e óleo diesel, utilizado para geração de energia.

Segundo os comandantes e pilotos dos barcos da localidade, as águas estão baixando em até 20 centímetros por dia e existe o risco de chegar no mesmo patamar da forte seca ocorrida em 2008.

Devido a falta de chuvas, a Casa Familiar de Boa Vista do Ramos (Arcafar-AM), está analisando as condições de navegação, podendo, inclusive, alterar o roteiro de atividades dos intercambistas que seguiriam para a região do Curuçá, comunidade que desenvolve atividade de manejo florestal.

A expectativa dos ribeirinhos é aguardar a chegada do mês de outubro, período que se inicia a estação das chuvas na região. Até o próximo mês, a população terá que conviver com as dificuldades de acesso e deslocamento entre as suas residências e as comunidades vizinhas.

Descobrindo Manaus

22 de setembro de 2010 | Publicado em Intercâmbio da Juventude Rural Brasileira

Segue uma prévia dos jovens intercambistas em Manaus. Em breve traremos mais imagens para compartilhar com vocês!

Mapa da Sétima Etapa

22 de setembro de 2010 | Publicado em Intercâmbio da Juventude Rural Brasileira

O caminho é longo! E a estrada não é de asfalto, é de água! Depois de viajar de barco por quase vinte horas (cerca de 350 km de Manaus), os jovens do III Intercâmbio já estão na Casa Familiar Rural de Boa Vista do Ramos (AM), sede da sétima etapa. Confira:


Visualizar 7ª Etapa do III Intercâmbio em um mapa maior

Quem vai para a sétima etapa – Arcafar-AM

21 de setembro de 2010 | Publicado em Intercâmbio da Juventude Rural Brasileira

Em uma das etapas mais esperadas do III Intercâmbio, 14 jovens foram selecionados para conhecer os desafios e encantos da floresta amazônica, através das experiências da Arcafar-AM. Confira a lista dos jovens participantes:

– Fernando Schwade (Arcafar-Sul)
– Alex Romanzini (Arcafar-Sul)
– Erivaldo Souza Santos (DIS Baixo Sul)
– Antonio Nascimento Santos Filho (DIS Baixo Sul)
– Ramalho Kaxinawá (Escola da Floresta)
– Erick Batista da Cruz (Mepes)
– Clécio Geovan Oliveira Santana (MOC)
– Janicleia Santos de Oliveira (MOC)
– Tatiane Faustino da Silva (Serta)
– Roberto Martinez (IICA)
– Everardo Moreira (ADEL)

Palavra de Jovem Rural – Alan Assunção

7 de setembro de 2010 | Publicado em Intercâmbio da Juventude Rural Brasileira

ANTÔNIO ALAN ASSUNÇÃO*
Município: Boa Vista do Ramos/AM
Instituição: Arcafar-AM

“Quero muito conhecer os movimentos de jovens de Antônio Cardoso e a agricultura deste município, além de acompanhar e participar das atividades no dia-a-dia de trabalho da secretaria municipal de agricultura. Estou muito curioso para descobrir como vivem os jovens rurais da Bahia”.

* Alan é representante da Arcafar-AM e está participando da sexta etapa do III Intercâmbio da Juventude Rural, no MOC.

Palavra de Jovem Rural – Gabriel Rodrigues

14 de julho de 2010 | Publicado em Intercâmbio da Juventude Rural Brasileira

GABRIEL OLIVEIRA RODRIGUES*
Município: Boa Vista do Ramos/AM
Instituição: Arcafar-AM

“Apesar da distância que percorri para chegar até aqui, vim em busca de novos conhecimentos e trocas de experiências com os jovens intercambistas e com os que irão nos receber em suas propriedades familiares. Acredito que vou trazer muitas coisas boas que irão contribuir para minha vida. Agradeço, em primeiro lugar, a Deus e aos meus professores por terem me dado essa oportunidade de conhecer outra Casa Familiar Rural, no Baixo Sul da Bahia”.

* Gabriel, representante da Arcafar-AM, está participando da segunda etapa do III Intercâmbio, no Dis Baixo Sul (BA).

Intercâmbio no Baixo Amazonas

14 de abril de 2010 | Publicado em Intercâmbio da Juventude Rural Brasileira

Através de uma parceria entre a Rede Jovem Rural, a Associação Regional das Casas Familiares Rurais do Amazonas (Arcafar-AM), a prefeitura de Boa Vista do Ramos (AM) e a Secretaria Estadual de Educação do Amazonas (SEDUC/AM) a quinta etapa do III Intercâmbio da Juventude Rural Brasileira será realizada no território Baixo Amazonas, em setembro, e reunirá um grupo de 12 jovens vindos de outras organizações que investem em projetos de Educação do Campo no Brasil.

O município de Boa Vista do Ramos recebeu, no mês de março, a visita de profissionais do Instituto Souza Cruz, representando a Rede Jovem Rural. O gerente do Instituto Souza Cruz, Luiz André Soares, e o assessor de projetos, Marcos Gaspar, foram recepcionados pela presidente da Arcafar-AM, Dona Laureci, e reuniram-se com o vice-prefeito, Glauciomar Pimentel; o secretário de educação, Antônio Andrade; e os educadores da Arcafar-AM, Arcângelo, André Mello e Adalberto Guerreiro. Além de formalizar a parceria, o encontro teve como objetivo dar início ao planejamento das atividades que irão compor a etapa amazonense do evento.

“A participação da Arcafar-AM é uma oportunidade para os jovens de outras regiões do Brasil conhecerem diferentes experiências e soluções que são desenvolvidas no território, que possui uma particularidade única nas dimensões culturais e ambientais”, destaca Marcos.

Os jovens intercambistas participarão, inicialmente, de uma oficina de comunicação e fotografia, em Manaus, e posteriormente seguirão até o núcleo da Arcafar-AM, em Boa Vista dos Ramos. De acordo com Guerreiro, a programação das atividades incluirá visitas às unidades familiares e projetos dos jovens que passaram pela formação na organização, além do contato com a realidade das populações ribeirinhas que vivem principalmente da pesca artesanal, práticas extrativistas e permacultura.

“O trabalho da Arcafar-AM tem contribuído muito para a melhoria da qualidade de vida das famílias do território, e é através da aplicação dos conhecimentos nas propriedades, com os projetos dos jovens, que estamos conseguimos atingir nosso objetivo. São estas as ações que pretendemos apresentar na etapa amazonense do Intercâmbio”, explica o educador.